20 de Abril de 2017 Cícero Araújo
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Governo forma mais de 1.000 educadores em Educação Emocional e Social e prepara a rede de ensino para os desafios da adolescência

O Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado da Educação (SEE), juntamente com a organização Inteligência Relacional e as 14 Gerências Regionais de Educação, promoveu a Formação Inicial da Metodologia Liga Pela Paz entre os dias 29 de março e 12 de abril deste ano. Ao final da capacitação 1.221 educadores, entre gestores, diretores e professores de sala de aula foram formados, beneficiando uma demanda de aproximadamente 87 mil alunos do 8º e 9º ano do Ensino Fundamental e do 1º ao do Ensino Médio.

 

Nesta primeira etapa de 2017, a Formação Inicial da Liga Pela Paz foi oferecida a gestores e professores de Artes do 8º e 9º ano do Ensino Fundamental II; gestores e professores do 1º ano do Ensino Médio de Educação Física, Filosofia ou Sociologia, e também profissionais que estão inseridos no Projeto “Se Sabe de Repente”, cujo objetivo é desenvolver espaços pedagógicos de discussão de temas importantes para os jovens, de modo a permitir formas próprias de interação, expressão e participação da juventude na sociedade.

 

“Nós fazemos a articulação entre os programas para que não aconteçam de forma isolada e fragmentada. Ano passado o trabalho da Metodologia Liga Pela Paz envolveu a questão da prevenção e intervenção ao bullying e este ano estamos ampliando a ação de enfrentamento à violência na escola à prevenção do uso de drogas, que são temas dessa formação direcionados aos educadores e que serão também desenvolvidos em sala de aula”, comentou Roziane Marinho Ribeiro, secretária executiva da Gestão Pedagógica da Educação.

 

O aprendizado das emoções tem sido referência para os educadores, por ir muito além do conhecimento convencional, educando para a vida. “Essa ampliação, levando a educação das emoções para os jovens, etapa em que os conflitos são mais intensos, é algo muito importante. As mudanças e o desenvolvimento das competências emocionais desses alunos chegarão também a suas casas, melhorando o diálogo, respeito, tolerância, com os pais também passando a entender melhor seus filhos”, comenta Maria do Carmo Bezerra, gerente regional de educação da 7ª GRE, Itaporanga.

 

A Educação Emocional e Social é, também, tida pelos educadores e gestores como uma esperança de uma escola voltada para a construção concreta da cidadania, inclusiva, participativa. Segundo o professor de Filosofia, Artes e Biologia, José Givanildo Faustino, da EEFM Margarida Remígio Loureiro, de Emas, 6ª GRE, “precisamos ter mais contato, emoções mais próximas, brincar, sorrir, estar mais próximos e não como vem acontecendo por meio das redes sociais, com as pessoas cada vez mais isoladas, individualistas. Precisávamos muito desse treinamento, até para lidar com as nossas próprias emoções, e nos conhecer mais. É um novo mundo dentro de nós e só temos que agradecer por essa oportunidade”.

 

A gestora da Escola Cidadã Integral da Escola José Soares de Carvalho, Janaina Muniz, em Guarabira, 2ª GRE, também destacou a importância da integração envolvendo a Liga Pela Paz, o “Se Sabe De Repente” e a Escola Cidadã Integral. “Nós enfrentamos um desafio enorme de trabalhar as emoções de nossos alunos em sala de aula e escutá-los. O equilíbrio, a regulação das emoções é muito importante para que os alunos se sintam acolhidos, resgatados e resguardados dentro da escola, uma escuta e atenção humanizada para o educando”, comenta Janaína.

 

Reiterando a eficácia da Educação Emocional e Social na Paraíba, Joseane André de Lima, educadora de Artes da EEEF Gama e Melo, em Princesa Isabel, ganhadora por 5 anos consecutivos do Prêmio Mestres da Educação e educadora do 8º ano, apresenta o trabalho desenvolvido durante a implantação. No ano passado, com a turma do 6º ano, ela produziu um material a partir de conteúdos trabalhados em conjunto com os alunos. “Exercitamos muito a paz nesse livreto. Música, dinâmicas, poemas, artes plásticas, como também personagens que ficaram na história que são símbolos da paz, como Gandhi, Buda e Papa Francisco, que têm algo para nos mostrar e ensinar”, conclui Joseane.

 

 

 

 

 

 

 

Por Marcos Nascimento 



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