9 de Junho de 2017 Cícero Araújo
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Energia elétrica. Empresários não vão aceitar reajuste e devem entrar na Justiça

 

Foi realizada ontem pela manhã audiência pública com a Energisa Paraíba para debater o seu reajuste anual, estimado em 13,42% para residências e 14,55% para indústria. Os percentuais podem mudar a partir da proposta preliminar para o aprimoramento da quarta revisão tarifária periódica. Empresários do ramo da indústria e movimentos sociais são contra o percentual apresentado, considerado fora da realidade econômica que o Brasil está vivendo, bem acima da inflação atual.
 
Os consumidores também afirmam que é desigual demais conviver com uma diferença tão grande de outros estados e até mesmo do mesmo, como da Energisa Borborema, distribuidora que atende a seis cidades da Paraíba, tiveram aumento médio de 0,43% em fevereiro deste ano. O reajuste já levou em consideração o impacto previsto pelo pagamento da indenização às empresas de transmissão, custo extra que recai sobre todos os consumidores de energia a partir deste ano.
 
O pagamento da indenização, um investimento maior para melhoria da qualidade e uma reserva de risco hídrico foram os três motivos alegados para um percentual tão elevado, bem acima da inflação atual que está abaixo de 5%. Para Magno Rossi, diretor da Coteminas e também da Fiep-PB, “a Energisa deve pensar em um percentual que seja um consenso, o que não é o caso com os 14%, já que afasta os possíveis investimentos de novas indústrias e também vai no caminho inverso da economia, que apresenta uma inflação em queda, saindo de uma crise e com um grande número de desempregados”.
 
Gleidson Melo, da consulta popular, contestou pesquisa da Energisa que diz que 93% da população está satisfeita, sendo que existem muitas reclamações no Procon sobre a qualidade dos serviços. “Nós pretendemos acionar o próprio Procon e Ministério Público para barrar o reajuste”, conta.

 

 

 

 

 

Redação 



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