18 de Abril de 2017 Cícero Araújo
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Paraíba. Caixa Econômica Federal afirma que sumiço de dinheiro pode ser casos isolados e que estão sendo resolvidos

O governo anunciou em dezembro que os trabalhadores com contas inativas do FGTS até o fim de 2015 possuem direito a sacar o dinheiro referente ao fundo, caso tenham sido demitidos sem justa causa ou pedido demissão. Desde então, milhares de pessoas começaram a realizar consultas para saber se tinham direito ou não. Muitos, ao verificar na internet, não visualizaram nenhum pagamento, quando tinham direito, o que a Caixa conseguiu resolver realizando a pesquisa nas agências.


Porém, agora o problema se inverteu. Quando a pessoa vai realizar o saque - após verificar na internet que tem dinheiro do FGTS -, não consta depósito. Segundo a assessoria do banco em João Pessoa, são casos isolados e estão sendo resolvidos.


O jornalista André Gomes verificou na internet como tendo direito ao saque do FGTS inativo, quando chegou na agência, não tinha nada para receber. Só depois de muita pesquisa, o funcionário descobriu que o dinheiro tinha sido creditado em uma conta poupança antiga dele, que nem estava utilizando.


A assessoria da Caixa afirma que é difícil acontecer, mas que vários fatores podem fazer com que os valores não apareçam: diferença de nome de solteiro e casado, ter contas correntes e poupança, nome do usuário estar errado, o patrão não ter dado baixa do desligamento (o que faz com que o banco não saiba se continuou havendo depósito ou não).


Os resgates estão obedecendo a um calendário de saques que teve início no dia 10 março e será encerrado no fim de julho, de acordo com o mês de aniversário. Mais de 88% das pessoas já realizaram o saque. Uma conta fica inativa quando deixa de receber depósitos da empresa devido ao fim do contrato de trabalho.

Trabalhador pode fazer denúncia

Muitos trabalhadores estão sendo pegos de surpresa ao se dirigirem à Caixa para sacar seu Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de contas inativas: FGTS depositado a menos em determinada competência, falta de depósito em algumas competências ou mesmo contas zeradas.


Ao verificar a existência de irregularidades, o trabalhador pode formalizar denúncia contra a empresa, e esta denúncia pode inclusive ser anônima.


 “As fraudes provocam a perda de recursos destinados a trabalhadores demitidos, que dependem do seguro-desemprego até voltarem ao mercado de trabalho. Estamos intensificando a fiscalização, inclusive com a implantação do sistema antifraude no Ministério do Trabalho, para defender os direitos dos trabalhadores”, disse o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira.


De acordo com a chefe de fiscalização do FGTS na Bahia, Liane Durão, o trabalhador pode procurar o sindicato representante da categoria profissional ao qual pertence ou uma superintendência, agência ou gerência do Ministério do Trabalho na cidade dele.

 

 

Redação 



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