10 de Maio de 2017 Cícero Araújo
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Carteiros montam esquema para dar conta de 5, 2 milhões de correspondência acumuladas

Cerca de 5,2 milhões de correspondências e encomendas ficaram acumuladas durante os 13 dias em que os trabalhadores dos Correio e Telégrafos da Paraíba estiveram em greve reivindicando concurso público e protestando contra o processo de privatização da ECT pelo Governo Federal. Para tentar normalizar a entrega o Sintect-PB anuncia uma esquema especial com horas duas extras por dia e trabalho nos finais de semana. O acúmulo diário foi de 400 mil, entre os dias 27 de abril e ontem.

Foi o que informou o presidente do Sintect-PB (Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos na Paraíba), Husman Tavares, que destacou ter sido o final da greve decretado, mesmo sem conseguir o atendimento das reivindicações, em face da “traição dos dirigentes dos sindicatos do Rio de Janeiro e São Paulo, que fizeram um complô junto ao Governo Federal contra a nossa greve”.

Pelos cálculos de Husman, “para a situação se normalizar seriam necessários mais 15 mil trabalhadores em todo Brasil. Na Paraíba, no mínimo, mais 500, sendo a maioria para a função de carteiros, pois temos uma deficiência de 40%, já que tem 500 trabalhando, quando seriam necessários 700”.

Husman concluiu assegurando que “com as horas extras e trabalho nos finais calculamos que a entrega voltará ao normal, no mínimo, em 15 dias. O normal, é bom que se explique, com os problemas de atrasos que já vinham antes, em face de falta de mão de obra”.

 

 

Por Edson Verber 



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