2 de Março de 2017 Cícero Araújo
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Encerrada à meia noite. Operação Carnaval da Polícia Rodoviária Federal registrou 106 óbitos em todo o País

Entre a zero hora de sexta-feira e a meia-noite de segunda-feira foram registradas 106 mortes, conforme os dados da Polícia Rodoviária Federal. No mesmo período do ano passado foram registradas 81 mortes.


A Operação Carnaval da PRF foi encerrada à zero hora de hoje, porém, o balanço final será divulgado na tarde de hoje..
Os agentes contabilizaram também números elevados de infrações de trânsito. Nos quatro primeiros dias do carnaval, foram registrados 6.989 flagrantes de ultrapassagem proibida, aumento de 16% em relação ao mesmo período de 2016, quando 6.009 motoristas foram flagrados cometendo a infração. Isso apesar de terem sido aumentados os valores da multa para esse tipo de infração.


Segundo a PRF, a ultrapassagem proibida, associada ao excesso de velocidade, responde por 30% das mortes em rodovias federais. Foi o que aconteceu no sábado, na BR-452, em Rio Verde, no sudoeste de Goiás, quando um automóvel tentou uma ultrapassagem e bateu em outro carro e numa carreta. Cinco pessoas morreram e uma ficou ferida.


Até a meia noite de segunda-feira, a PRF fiscalizou 143 mil pessoas em rodovias do País todo. A operação contou com 1,2 mil viaturas posicionadas nas estradas, das quais 200 com radares móveis, até a noite da noite de ontem. 

Lei Seca autua 50 no Estado

O Departamento Estadual de Trânsito (Detran-PB), por meio das equipes da Operação Lei Seca, autuou 50 condutores por direção sob influência de álcool. Dois motoristas foram conduzidos à Delegacia de Polícia por embriaguez ao volante. Além das notificações, foram apreendidas 36 carteiras de habilitação e 24 veículos foram removidos ao pátio de custódia do Detran.


Ao todo, foram realizados 516 testes de bafômetro, durante todo o período carnavalesco na faixa litorânea e região metropolitana da capital. A Operação Carnaval promovida pelo Detran-PB em parceria do Batalhão de Trânsito (BPTran).

Perturbação. De sexta-feira até a terça-feira, a PM recebeu 1.036 chamados por conta de som alto. O Batalhão de Polícia Ambiental apreendeu 10 ‘paredões’ de som, com a prisão de suspeitos.


No município de Lucena, Litoral Norte, a perturbação do sossego terminou com a morte de Emanuel Victor, 20, conhecido como Vitinho’. A vítima era filho do ex-vereador Walter Pato, de Santa Rita. Ele foi morto na terça-feira à noite por ter reclamado do som alto do vizinho. 
A Polícia Militar esteve no local para orientar os ‘barulhentos’. Quando os policiais saíram do local, um participante da festa foi até o rapaz e atirou várias vezes. O socorro chegou a ser acionado, mas ele morreu no local. 

Menos ocorrências

O Hospital Estadual de Emergência e Trauma de Campina Grande, realizou 746 atendimentos, cerca de 17% a menos que o registrado em 2016. O hospital é referência em trauma para 203 municípios da Paraíba, além de alguns municípios do Rio Grande do Norte, Pernambuco e Ceará. Uma média de 200 pacientes é atendida diariamente.


De acordo com o diretor Geraldo Medeiros, o Trauma de Campina Grande atende uma população de 1.600 milhão, o que extrapola a capacidade. “Nenhum hospital aguenta atender tanta gente, por isso precisamos mudar nossa forma de triagem, para que possamos continuar disponibilizando o trabalho”, disse.

Na Capital. No Hospital Senador Humberto Lucena foram 963 atendimentos durante o período (apenas três a mais que em 2016). O balanço considera as entradas a partir da meia noite da sexta-feira até o meio dia de ontem. Os casos de quedas lideraram as entradas nos plantões durante o período, com 170 pacientes atendidos.

 

 

 

Da Redação Com Estadão 



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