10 de Dezembro de 2017 Cícero Araújo
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Campanha. Pré-candidatos à reeleição dizem que vão ampliar, a partir de janeiro, trabalho iniciado este ano

 

A pouco menos de um ano para as eleições, os deputados estaduais buscam propostas junto aos partidos e líderes partidários com o objetivo de entender a formatação do cenário político e formular estratégias para o pleito do próximo ano.
 
 Muitos parlamentares já deram início à campanha eleitoral e para 2018 o objetivo é intensificar mais o que já vem sendo construído ao longo desse ano. 
 
O foco principal da maioria e se manter perto das bases e lideranças para garantir votos. Outros vão permanecer aproveitando as ações da Assembleia Legislativa, como uma possibilidade para expandir o eleitorado.
 
Dos 36 deputados na Assembleia Legislativa, 33 pretendem disputar a reeleição. Apenas o presidente da Casa, Gervásio Maia (PSB), Ricardo Marcelo (PMDB) e João Henrique (Democratas) podem disputar a uma vaga na Câmara Federal. 
 
A maioria deles já está atuando com foco no processo eleitoral, mas a preocupação maior é a acomodação nas atuais legendas para garantir o apoio à candidatura. Praticamente todos vão iniciar o ano com as ações intensificadas, pois ainda vão poder contar com o recesso parlamentar, que vai proporcionar tempo para que se dediquem.
 
O líder da bancada de situação, Hervázio Bezerra (PSB), afirmou que o período eleitoral já começou. O parlamentar tem voltado suas ações com vistas nas eleições de 2018. “Já teve início para a maioria dos agentes políticos, há um bom tempo. Eu mesmo tenho viajado bastante pelo interior do estado visitando as bases, em um contato quase que permanente. Tenho encontrado deputados que estão fazendo o mesmo. Em razão do descrédito e das dificuldades da classe política como um todo, nós não podemos nos eximir desse processo. Nos envolvemos no contexto da política e sentimos a necessidade de fazer a diferença”, explicou o socialista.

 

 

Olhos nos olhos com eleitor

 

Hervázio Bezerra acrescentou que a estratégia é estar próximo ao eleitor, através do diálogo, olhos nos olhos. “É o mais importante no processo para o pleito”, disse. 
 
São muitos os deputados que já estão se movimentando intensamente em busca de apoio, não só nas bases eleitorais, mas também fora delas. Porém, alguns têm como planejamento esconder de que forma estão articulando formas de atrair aliados. Por isso, o trabalho realizado por eles tem início cedo, bem antes do período das eleições. 
 
Parlamentares, a exemplo de Gervásio Maia, Trócolli Junior (Pros), Raoni Mendes (DEM) e Antônio Mineral (PSDB) têm realizado visitas constantes as bases onde têm eleitores.

 

Foco nas atividades da AL

 

Alguns deputados acreditam que a estratégia para ampliar os votos tem que acontecer através do próprio mandato parlamentar, divulgando as atividades que são realizadas no Legislativo Estadual. 
 
Essa é a defesa de Nabor Wanderley (PMDB), que vai se esforçar para manter o foco nas atividades do parlamento. “Temos que manter o trabalho no plenário para que não tenhamos sessões esvaziadas e ficar mais presente nas atividades. Já temos feito isso sempre. Quero ouvir os eleitores e as lideranças para trazer as demandas para a Casa e tentar buscar soluções que vão beneficiar para o pleito”, explicou.
 
Camila Toscano (PSDB) também não pretende abandonar o expediente na Assembleia Legislativa. “A minha ideia é manter o que fiz durante os três anos de mandato. Quero conciliar meu trabalho na Assembleia Legislativa com as visitas que faço ao interior da Paraíba. Obviamente no período de eleição fica tudo mais intenso e difícil até para manter as atividades parlamentares, mas espero permanecer no mesmo pique, que me levaram a ganhar destaque”, disse a tucana.
 
Muitos deputados vão iniciar o ano aguardando o momento certo para mudar de partido. A estratégia deles é para facilitar a reeleição, pois muitos estão tendo problemas com as atuais legendas e querem garantir apoio no pleito. 
 
Pelo menos oito dos 36 djá estão envolvidos em negociações para mudar a filiação. Alguns já oficializaram, como foi o caso do vice-presidente da Casa, João Bosco Carneiro, que deixa o PSL para regressar ao PPS.

 

 

 

Por Alexandre Kiko



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