12 de Dezembro de 2017 Cícero Araújo
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Ricardo quer encontro com Cartaxo

Grupo Ferreira Costa. Pauta da reunião será a instalação de uma empresa de material de construção na Capital

 

Ricardo Coutinho (PSB) afirmou ontem que convidou o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), e representantes do grupo Ferreira Costa para debater e resolver o embargo da obra do empreendimento, através da Prefeitura da Capital, que deixou de gerar, segundo o socialista, em torno de 500 empregos na Paraíba. O gestor disse que a reunião foi marcada para a próxima quinta-feira.
 
Ricardo Coutinho culpou a administração municipal pelo entrave e disse que até o momento não entendeu os motivos que levaram a empresa a desistir de se instalar no Estado.  Porém a desistência se deu depois que a licença foi cassada e aplicada uma multa por parte da Prefeitura de João Pessoa (PMJP). “A Paraíba não pode, numa crise como essa, perder esse tipo de investimento. Eu que fui o responsável por recebê-los, por atrair o grupo, os convidei e também estou convidando o prefeito, o senhor Cartaxo, para estar presente à reunião, porque eu tenho impressão, suponho eu, que é de uma responsabilidade e talvez de uma vontade que um grupo desse se instale aqui”, ressaltou o governador.
 
A instalação do empreendimento na Paraíba representa um investimento de R$ 120 milhões. A obra seria entre João Pessoa e Cabedelo. Também devem ser convidados a Câmara de Dirigentes Lojistas, Ministério Público entre outras entidades e instituições.
 
“É preciso que a gente tenha transparência e trabalhe para superar os problemas e as adversidades. Eu estou disposto a fazer isso, vou receber a empresa e gostaria muito de receber o prefeito de João Pessoa, já que o município foi o autor da ação da paralisação do empreendimento, bem como receber Ministério Público e outras instituições e entidades, para viabilizar o empreendimento”, explicou o socialista.

 

Reforma administrativa fica para 2018

 

Durante a solenidade de assinatura dos decretos voltados para regulamentação de serviços e legislações para a população LGBT, Ricardo Coutinho afirmou que não tem pretensões de fazer reforma administrativa até o fim do ano. Ele também criticou a decisão da Associação dos Magistrados da Paraíba (AMPB), em adotar providências judiciais contra a aprovação do Projeto de Lei Orçamentária (LOA) para 2018, aprovado na Assembleia Legislativa. 
 
O governador ressaltou que não é só o Poder Executivo que tem que realizar cortes no orçamento para o próximo ano.
 
“Nós temos que viver com o tamanho das nossas pernas. Chega dessa ideia de que tudo que é restritivo só pode ser feito pelo Executivo e por ninguém mais. O orçamento de todo mundo está mais curto, e o que é que se faz? tem que se adequar. Existe uma sociedade entre os poderes e um não pode mais do que os outros. Essa discussão da LOA foi encerrada com a votação na Assembleia Legislativa de forma soberana, pois ninguém pode substituir o Poder Legislativo. Se for judicializada eu não posso fazer nada. Apenas que digam claramente porque estão judicializando.

 

Sem judicialização

 

A empresa Ferreira Costa, representado na Paraíba pelo advogado Davi Tavares Viana, afirmou ontem ao Correio que não vai judicializar o embargo da Prefeitura de João Pessoa (PMJP) às obras de expansão do grupo na Capital. Os diretores resolveram se manter em silêncio e apenas aguardar a decisão da gestão municipal.
 
“O grupo tem uma política de pacificação e vai se manter em silêncio quanto a situação do embargo. A decisão tomada foi a de não judicializar o impasse e aguardar que a Prefeitura regularize a situação. A empresa não vai entrar nessa polêmica aqui no Estado”, afirmou o advogado.
 
De acordo com Davi, a Prefeitura de João Pessoa chegou a emitir a licença para início das obras, mas logo após embargou a obra alegando falta de uma licença. “O grupo Ferreira Costa quer apenas investir na Paraíba. Com essa obra serão gerados 500 empregos diretos num investimento inicial de R$ 70 milhões. A partir de agora vamos aguardar uma decisão da Prefeitura”, disse.

 

A empresa foi fundada em 1884, em Garanhuns, no Pernambuco, pelo imigrante português João Ferreira da Costa que chegou ao Recife em 1876, acompanhado dos irmãos. 

 

Por André Gomes 

 



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