13 de Novembro de 2017 Cícero Araújo
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Novembro Azul. Especialista confirma que para diagnosticar câncer é preciso três etapas, uma é o toque retal

 

Embora as campanhas de conscientização e alerta sobre o câncer de próstata tenham incentivado a procura por um urologista, ainda existe muito tabu entre os homens, principalmente quando se trata do exame de toque retal – segunda etapa para verificar a presença da doença. É importante lembrar que o câncer de próstata é o tipo de neoplasia que mais mata homens no Estado. Este ano, até o mês de outubro foram registradas 222 mortes em decorrência dessa doença, conforme o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). Enquanto até agosto, 414 internações por câncer de próstata e 57 pacientes não resistiram e morreram na unidade de saúde – número maior que no ano passado todo, de acordo com dados do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS). 
 
O Antígeno Prostático Específico (PSA) é utilizado para pesquisar câncer de próstata em homens assintomáticos, mas também é o primeiro exame realizado em pessoas com sintomas. 
 
Segundo o urologista, membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), membro da Confederação Americana de Urologia (CAU) e membro internacional da Associação Americana de Urologia (AUA), Emerson Medeiros, para verificar a presença da doença é necessário cumprir três etapas: teste de PSA, toque retal e ultrassonografia prostática, sendo as duas primeiras consideradas primordiais para o diagnóstico da doença.
 
Ainda de acordo com o médico, apesar de ter aumentado a procura por um profissional especialista, ainda existe homens que resistem à ida ao urologista. Há fatores como econômicos (falta de dinheiro), estruturais (dificuldades e demora de conseguir pelo SUS e interno (conceito de que homem não adoece). 
 
Emerson Medeiros destacou que os exames devem ser feitos a partir dos 45 anos em pessoas que não apresentam os sintomas e 40 anos para quem tem histórico familiar.

 

Tratamento depende do estágio da doença

 

O método aplicado para tratar o câncer de próstata varia conforme o estágio da doença e o perfil do paciente, podendo incluir cirurgia, radioterapia, criocirurgia, hormonioterapia, quimioterapia, vacinas e terapia alvo. Os procedimentos são realizados separadamente ou combinados.
 
A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) informa sobre o tratamento mais popular e seguro contra o câncer de próstata, a vigilância ativa. Esse procedimento consiste em monitorar periodicamente o tumor, sem a necessidade de cirurgia para a retirada ou radioterapia. É um método utilizado para tumores pequenos e de baixo risco. Os exames de toque retal, PSA, ressonância multiparamétrica e biópsia da próstata são fundamentais para identificar o nível do câncer.
 
“Um tratamento definitivo, como a prostatectomia radical (retirada da próstata) ou radioterapia (método capaz de destruir células tumorais com radiação ionizantes), somente será indicado caso haja progressão da doença em pacientes com expectativa de vida maior que dez anos. Esse tratamento depende muito da aderência/comprometimento do paciente”, explicou urologista e ex-presidente da SBU, Carlos Corradi.
 
Na última quarta-feira, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou nova droga para ser utilizada no tratamento do câncer de próstata. A enzalutamida foi inserida no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, a partir de janeiro de 2018. O medicamento reduz a proliferação e induz a morte das células de câncer de próstata. A enzalutamida está no rol da ANS desde 2016. 

 

 

 

Redação 



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