24 de Junho de 2017 Cícero Araújo
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Métodos contraceptivos. Ano passado foram feitas 1,7 mil ligaduras tubárias e 351 vasectomias na PB

 


Nenhum dos métodos contraceptivos disponíveis no mercado e nem mesmo os irreversíveis como a laqueadura são 100% eficazes para evitar a gravidez, segundo afirmou o ginecologista Romeu Menezes Neto.
 
Apenas a abstinência sexual previne a gestação. Ele informou que há registros na literatura da medicina casos de mulheres que engravidaram mesmo utilizando um desses procedimentos. Aqueles que optarem não ter mais filhos podem fazer a laqueadura tubária ou a vasectomia. No ano passado foram realizadas 1.724 ligaduras tubárias em unidades hospitalares da Paraíba, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES). Este ano, até abril, 359. Já para o método definitivo para os homens (vasectomia), em 2016 foram 351 procedimentos e este ano 54. 
 
O médico ginecologista Romeu Menezes Neto, que atende no Hospital Geral da Paraíba, Hapvida, comentou que existem os métodos anticoncepcionais com hormônios, sem hormônios e de barreiras.
 
De acordo com o especialista, para as pacientes jovens e sem parceiro fixo a orientação é o uso da camisinha, pois além de evitar a gravidez, previne contra doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Já aquelas com parceiro fixo, ele informou que os métodos indicados mudam que podem ser aqueles que previnem a gravidez, mas não protege de doenças.
 
Dentre esses métodos estão os anticoncepcionais orais, injetáveis, DIU (dispositivo intrauterino) hormonais e sem hormônios, anel vaginal, implantes e laqueadura tubária (definitiva). “O DIU sem hormônio é de cobre, dura 10 anos e se compara com a laqueadura. Já o com hormônio a diferença é que ele libera hormônios”, comentou o médico. Ainda segundo Romeu Menezes Neto, o anel vaginal é de material plástico e é trocado a cada 21 dias. “Ela mesma troca nesse período e durante o sexo não há dificuldades e não se sente nada. O anel libera hormônios”, frisou.
 
Ainda segundo o especialista, métodos como esses são indicados para mulheres que se esquecem de tomar a pílula. Sobre as laqueaduras, o ginecologista informou que há casos de mulheres que fizeram a esterilização cirúrgica e engravidaram. Isso ocorreu porque após o corte das trompas houve recanalização tubária, ou seja, elas voltaram ao normal, mas ainda não há explicação de como e porque isso acontece. Antes de utilizar quaisquer uns desses métodos contraceptivos, faz-se importante consultar um médico ginecologista para orientar sobre o uso.
 

 

Serviço disponível na rede pública

 

Mãe de três filhas e grávida novamente, a dona de casa Ana Luiza Cardoso, 29 anos, busca uma laqueadura tubária. Ela e o marido estiveram no setor de Planejamento Familiar do Instituto Cândida Vargas, na Capital, para saber como fazer essa solicitação. Para ter acesso ao serviço é necessário passar pelo Planejamento Familiar de uma das maternidades que dispõem das cirurgias como determina a lei federal de nº 9.263, de 12 de janeiro de 1996. Ela tem os requisitos para poder solicitar a cirurgia, pois tem mais de duas cesarianas e ultrapassou os 25 anos.
 
Para conseguir uma laqueadura, a mulher deve seguir um passo a passo. De acordo com a Área Técnica da Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (SMS), o procedimento pode ser feito por meio da regulação, a partir do encaminhamento médico ou de enfermagem para Planejamento Familiar, bem como por demanda espontânea no Ambulatório dos serviços, exceto no HULW, que precisa ser regulado. Após aconselhamento será agendada consulta médica e a cirurgia.
 
Além dos métodos contraceptivos definitivos (laqueadura e vasectomia), é possível encontrar outros reversíveis como preservativos e anticoncepcionais hormonais (disponíveis nas Unidades de Saúde e nos Cais), diafragma e Dispositivo Intra-Uterino (DIU) disponíveis no ICV, HULW, HPMGER.
 
 
 
 
 
 
Redação 

 



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