8 de Fevereiro de 2018 Cícero Araújo
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Anvisa aprova medicamento inovador contra câncer de mama

Medicamento é voltado para pacientes com tumores que crescem em resposta ao hormônio estrogênio e não estão relacionados à proteína HER2

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a comercialização do medicamento Ibrance (palbociclibe), uma terapia inovadora para o tratamento de mulheres com  câncer de mama avançado do tipo estrogênio receptor positivo (ER+) e HER2- .

O medicamento, fabricado pela Pfizer, é voltado para pacientes com tumores que crescem em resposta ao hormônio estrogênio e não estão relacionados à proteína HER2.  Há mais de 10 anos não se ouvia falar em um tratamento inovador de primeira linha para esse tipo de câncer, que representa a maioria dos casos de tumores mamários.

Por representar um avanço importante no tratamento do câncer de mama e ser uma alternativa terapêutica única em cenários sem outras opções, Ibrance foi incluído na lista de medicamentos de revisão prioritária do Food and Drug Administration (FDA) já em 2014, recebendo aprovação logo depois nos Estados Unidos, em fevereiro de 2015, dois meses antes do previsto. O medicamento também está licenciado na União Europeia, desde 2016.

“A aprovação de Ibrance representa um passo muito importante para as brasileiras, como forma de aproximá-las de uma terapia inovadora que tem sido amplamente utilizada em outros países”, diz o diretor médico da Pfizer, Eurico Correia. “Se no passado as perspectivas eram limitadas para essas mulheres, hoje podemos pensar em um cenário de controle da doença e de manutenção da qualidade de vida, mesmo quando o diagnóstico ocorre em estágio avançado, uma situação que é comum no Brasil”, completa.

Ibrance está indicado em combinação com o fármaco letrozol como tratamento de primeira linha para pacientes em pós menopausa que não receberam tratamento sistêmico anterior para a doença em estágio avançado e em associação com fulvestranto como segunda linha para mulheres em pré ou pós menopausa com câncer de mama avançado nas quais a doença tenha progredido durante ou após terapia endócrina.

 

 

Redação 



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