5 de Setembro de 2017 Cícero Araújo
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Setembro Vermelho. Doenças são as que mais matam e de janeiro a agosto deste ano causaram mais de 1,6 mil óbitos na Paraíba

 

As doenças cardiovasculares são responsáveis por um terço das mortes em todo o mundo, segundo o cardiologista Marcelo Queiroga. Na Paraíba, de janeiro a agosto deste ano foram 1.180 mortes de infarto agudo do miocárdio e 453 de Acidente Vascular Cerebral (AVC), as doenças que mais fazem vítimas. Para alertar a população sobre essas doenças e tentar reduzir os índices de mortalidade foi criado o Setembro Vermelho, o mês do coração. O Sistema Correio aderiu à campanha e publicará matérias de conscientização ao longo do mês.
 
“Curar doenças é obviamente uma atribuição dos médicos. Mas as empresas de comunicação também podem ajudar as pessoas a terem uma vida melhor, divulgando as causas dos males e ajudando na prevenção. Não podemos nos esquivar de apoiar causas tão significativas quanto o Setembro Vermelho, Outubro Rosa e Novembro Azul, quando sabemos que temos o potencial de comunicar e de fazer chegar a mais pessoas as possibilidades de evitar doenças graves com simples mudanças de hábito, com visitas periódicas aos médicos e a realização de exames”, afirmou o gerente de Marketing do Sistema Correio, Ricardo Ramos.
 
Marcelo Queiroga explicou que algumas doenças cardíacas são congênitas, mas para as que não são os principais fatores de risco são obesidade, sedentarismo, colesterol alto, estresse e hereditariedade, entre outros. De acordo com o especialista, as doenças não têm preferência de gênero, mas começam a atingir principalmente os homens a partir de 40 anos e, a partir dos 50 anos, o risco é o mesmo para homens e mulheres.
 
A prevenção passa pela adoção de hábitos saudáveis, como controle de peso, alimentação balanceada, prática regular de exercícios, não fumar, e manter controle de doenças como diabetes, colesterol alto e hipertensão, que além de serem problemas por si só, têm o potencial de causar outras doenças.
 
“Essa é a chamada prevenção primária. Quando a doença já está instalada vamos para a prevenção secundária”, explicou Marcelo Queiroga. O principal nesse caso, é a visita regular ao médico, para diagnóstico precoce de qualquer problema, tratamento e acompanhamento da doença.
 
Um grande problema, segundo ele, é o compromisso do paciente com o próprio tratamento. A maior parte dos pacientes hipertensos, por exemplo, não segue a prescrição médica adequadamente. 

 

Sinais de alerta

 

Os principais sintomas de infarto, conforme o cardiologista Marcelo Queiroga, são dor no peito que irradia para o braço ou pescoço e suor frio. Deve-se procurar atendimento médico imediatamente. “O infarto acontece quando uma artéria do coração fica obstruída. O médico pode desobstruir essa artéria de duas formas: com a medicação trombolítica ou através de angioplastia. Isso tem que ser feito em no máximo seis horas, de preferência até três horas”, disse.

Segundo ele, os primeiros procedimentos podem ser iniciados ainda na ambulância. Já no caso do AVC, os sintomas geralmente envolvem dormência em algum membro, que pode até ficar paralisado, e dor de cabeça. “Às vezes o primeiro sintoma já é a pessoa entrar em coma”, contou. Existem dois tipos de AVC: o hemorrágico e o isquêmico, sendo o último o mais comum. “Semelhante ao que ocorre no infarto, também há uma obstrução, só que no cérebro”. Ele contou que além do risco de morte, o AVC também tem grandes chances de deixar o paciente com sequelas.

 
 
 
 
Bárbara Wanderley 

 



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