11 de Julho de 2017 Cícero Araújo
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Contra o câncer. Julho Verde chama atenção para doença na boca, tireóide, laringe e esôfago

O número de casos de câncer na cavidade oral, que afetam tudo que é relativo à boca, deve atingir pelo menos 260 pessoas na Paraíba, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) para 2016/2017. O que atinge a glândula tireóide deve fazer 230 novas vítimas. O de laringe deve ter 170 novos casos. O de esôfago tem previsão de 150 novos casos. As quatro modalidades da doença são alvo da campanha “Julho Verde”, promovida pela Associação de Câncer de Boca e Garganta (ACBG), com o objetivo de conscientizar e alertar a população sobre os sintomas da doença e a importância da detecção precoce.
 
Segundo levantamento do Inca, o câncer de boca, laringe e região é hoje o segundo mais frequente entre os homens, atrás somente do câncer de próstata. Nas mulheres, prepondera o câncer da tireóide, sendo o quinto mais comum entre elas. No Brasil, também há o crescimento da incidência e o câncer da cavidade oral é o 5º tipo de tumor mais frequente em homens ocorrendo três3 vezes mais neles do que nelas.
 
Estudos apontam para a influência genética no desenvolvimento do câncer de cabeça e pescoço, porém, segundo os especialistas, o hábito de fumar e beber são ainda os principais fatores de risco para a doença.
 
“Principalmente as bebidas mais quentes e, no caso da boca, a má higienização, infecção por alguns vírus, como HPV, mas chamo atenção para o fumo que é um veneno e tem relação com vários tipos de tumores malignos “, alerta cirurgião de cabeça e pescoço, Joni Oliveira. 
 
Segundo ele, um dos principais problemas para o tratamento é o diagnóstico tardio, que ocorre em 60% dos casos, deixando sequelas no paciente. Por isso, os especialistas alertam que o diagnóstico precoce e o rápido início do tratamento são fundamentais para a cura do câncer de cabeça e pescoço.
 
Como se prevenir. A melhor forma de prevenção, segundo os especialistas é evitar fumar, beber, se expor ao sol nos horários de maior radiação de raios ultravioletas e ficar atento aos sintomas, que variam de acordo com o órgão afetado. “Na boca, por exemplo, os fatores principais de surgimento da doença, além do fumo, são a má higienização dentária e os dentes cônicos e pontiagudos, então é essencial manter a limpeza constante, inclusive até o fundo da boca”, recomenda Joni Oliveira.
 
 
 
 
 
Por Socorro e Silva 


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