Dez semanas e 12 ataques a banco na Paraíba. Este é o saldo da violência este ano. O último caso aconteceu na agência do Banco do Brasil no bairro do Bessa, em João Pessoa na madrugada da última quinta-feira. Dois dias antes uma agência do Santander na Avenida Epitácio Pessoa sofreu uma tentativa de violação. 


A Capital do Estado lidera as ocorrências, seguido por Campina Grande e Caaporã. Para o Sindicato dos Bancários, a preferência dos criminosos pelas cidades maiores se deve ao fato de que esses municípios concentram a maior parte dos caixas. As cidades menores, que também são alvo de ações violentas pela facilidade e rotas de fuga para outros estados perdem a atenção dos bandidos ao passo em que as agências são fechadas.


No Banco do Brasil do Bessa, os criminosos arrombaram um dos caixas com um maçarico por volta das 3h30. Segundo informações da Polícia Militar ao Portal Correio, os instrumentos usados na ação foram abandonados no local e três veículos foram utilizados na fuga. 


O arrombamento foi rápido. Em menos de cinco minutos a polícia já estava no local e não havia mais sinais dos envolvidos. Ninguém foi localizado e somente após a perícia será possível identificar se os bandidos tiveram acesso e levaram o dinheiro. Todas as ocorrências este ano se concentraram no Banco do Brasil, Santander e Bradesco.


Jurandir Pereira, secretário geral do Sindicato dos Bancários da Paraíba acredita que falta engajamento dos bancos e cobrança do governo para a tomada de medidas que reforcem a segurança.

Questão de segurança.

“É uma questão ligada à Segurança, não só do Estado, mas, principalmente aos bancos. Não estão preocupados com a segurança e sim com o lucro. Se o prejuízo fosse grande não seria assim, mas, eles não perdem, pois tudo é segurado. E mesmo assim, os lucros são tão grandes que não tomam providências. O problema é a população e os funcionários que ficam à mercê do prejuízo, correndo risco de sequestro”

Febraban

Através da assessoria de comunicação, a Federação Nacional dos Bancos (Febraban) informou que  as instituições financeiras “conciliam duas importantes frentes de atuação para impedir o avanço da criminalidade, da qual são igualmente vítimas: investimento relevante no aprimoramento da segurança bancária, da ordem de R$ 9 bilhões anuais, e cooperação com as autoridades de segurança pública”.

Além disso, outras medidas adotadas pelos bancos estão “a instalação de cofres com dispositivo de tempo, circuitos fechados de televisão - CFTV, sistemas de detecção e de monitoramento, alarme etc. Os bancos também reduziram o volume de dinheiro disponível nas agências e incentivam a população a usar os canais eletrônicos para realizar operações bancárias”.  

A assessoria informou ainda que as agências bancárias contam com vigilantes profissionais que atuam de forma coordenada com órgãos de segurança dos Estados. Além disso, os bancos cumprem ainda a Lei Federal nº 7.102/83, a qual obriga as instituições financeiras a apresentar plano de segurança à PF para que possam funcionar.

 

 

 

 

 

Redação