Levantamento da Macroplan, empresa de planejamento, estratégia e gestão, as cem cidades mais populosas do Brasil representam 39% da população brasileira e produzem 50% do PIB (Produto Interno Bruto) e respondem por 54% dos empregos formais do país. No ranking das 100 maiores, em 2016 (com dados do ano anterior), Campina Grande aparece na 49ª colocação e João Pessoa em 58ª. A capital foi superada após ter caído seis posições e o maior município do interior da Paraíba ter subido 24 posições em relação a 2015. Maringá, no Paraná, lidera a lista que tem entre as dez primeiras colocações, oito municípios paulistas.

A capital paraibana gasta com prestação de serviços ao cidadão o montante de R$ 2.120 per capita, enquanto Campina Grande gasta R$ 1.704, sendo que a receita tributária é de R$ 523,41 e 239,53, respectivamente.

Para chegar a esta conclusão, a consultoria analisou os municípios com mais de 266 mil habitantes em 16 indicadores divididos em quatro áreas distintas: saúde, educação e cultura, segurança e saneamento e sustentabilidade. Os pesos dos indicadores e das áreas que compõem o índice foram divididos da seguinte forma: 35,3% para educação e cultura; 35,3% para saúde; 20,6% para infraestrutura e sustentabilidade e 8,8% para segurança. O ranking foi formado por um índice que vai de 0 a 1 – quanto mais próximo de 1, melhor é a condição de vida no local.

Para Gláucio Neves, diretor da Macroplan, os principais desafios das gestões municipais se resumem em três esferas centrais: aumento da produtividade dos gastos públicos (produzir mais com os mesmos recursos), priorizar os projetos no setor de educação e ter uma governança compartilhada com a sociedade. “Em períodos de crise é preciso forçar uma reflexão”, afirma. “Essa combinação de fatores torna uma cidade mais eficiente e com serviços melhores para a população. Os prefeitos precisam inovar e buscar formas alternativas de gestão”, finaliza.