O mercado de trabalho brasileiro abriu 9.821 novos postos em junho, variação de 0,03% em relação ao mês anterior. Essa é a terceira expansão consecutiva e a quarta registrada no ano, segundo informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgadas ontem. Para o ministro do Trabalho e Emprego, Ronaldo Nogueira, os dados mostram que “a economia dá sinais de recuperação”.
 
O resultado do Caged é resultado da diferença de 1.181.930 admissões e 1.172.109 demissões. No acumulado do ano, o saldo alcançou 67.358 vagas de emprego abertas. No mesmo período do ano passado, o saldo foi negativo, com 531.765 postos de trabalho fechados a mais que abertos. O resultado acumulado nos últimos 12 meses ainda aponta uma redução de 749.060 postos de trabalho.
 
“Nós gostaríamos de comemorar números melhores, mas o Brasil é um país que tem especificidades e a economia é um conjunto de fatores – externos e internos. O governo está cumprindo seu papel no sentido de dar sinais para o mercado, com a aprovação de reformas. A expectativa é que se mantenham os números positivos até o final do ano”, ressaltou Nogueira.
A Administração Pública fechou o mês com a criação de 704 novas vagas de emprego, um aumento de 0,08%.

 

Impulsionado pela Agropecuária

 

No mês de junho, o saldo positivo do Caged foi impulsionado pela agropecuária e pela Administração Pública. Em maio, foram gerados 36.827 novos postos de trabalho na agropecuária, repetindo o desempenho do setor em maio, quando registrou um saldo positivo de 46.049 novas vagas. 
 
O setor de produção de café repetiu o desempenho do mês de maio e foi novamente o destaque do período, com 10.804 vagas abertas, concentras em Minas Gerais.
 
Já os demais setores tiveram saldo negativo de emprego, com mais fechamentos de vagas que aberturas, como a construção civil (redução de 8.963 postos de trabalho), indústria de transformação (redução de 7.887 postos), serviços (redução de 7.273 postos) e comércio (com o fechamento de 2.747 vagas de trabalho).
 
Segundo o ministro, no caso da construção civil, o setor deve retomar a geração de empregos nos próximos meses.
 
“Não é possível que a construção civil se perpetue todos os meses apresentando números negativos. Construção civil para gerar emprego demora, tem a fase dos projetos, das licenças, das organizações das plantas de construção, isso leva de seis a oito meses. Todos os setores que apresentaram números negativos, quando se faz o comparativo com ano passado, os números são muito menores”, comparou.
 

 

Paraíba mostra recuperação

 

 

 

Depois de cinco meses com mais demissões que admissões no mercado de trabalho, a Paraíba conseguiu gerar vagas de emprego com carteira assinada em junho deste ano. De acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados ontem, de forma antecipada, o estado criou 238 postos de trabalho formal no mês passado, revertendo, inclusive, os dois últimos resultados para o mês que foram registrados pelo Ministério do Trabalho no estado.
 
Em relação ao mês anterior, a variação no saldo de empregos na Paraíba foi de 0,06%. Com isso, o estado ocupa a 6º colocação no ranking regional e o 15º lugar nacional em relação à geração de emprego formal. Já em 2015, a Paraíba havia fechado 1.487 postos de trabalho em junho, enquanto em 2016 foram 847 vagas a menos no mercado de trabalho formal do estado, de acordo com o Caged.
 
Em junho deste ano, os setores que puxaram o resultado positivo na Paraíba foram o Comércio, Agropecuária e Serviços. Só o Comércio gerou 537 vagas de trabalho, enquanto a Agropecuária e os Serviços criaram, respectivamente, 186 e 150 postos. Outros setores que também tiveram saldo positivo na geração de emprego na Paraíba foram Extrativa Mineral (1) e Serviços Industriais de Utilidade Pública (9).
 

Por outro lado, conforme a divulgação do Ministério do Trabalho, a Indústria e a Construção Civil registraram desempenho negativo no estado, com o fechamento de, respectivamente, 440 e 203 postos de trabalho com carteira assinada. Além destes, o outro setor econômico que também registrou desempenho negativo em junho deste ano foi a Administração Pública (-2).

 

 

 

Redação