O jornal o Globo trouxe, nesta quarta-feira ( 16) que os cinco deputados retaliados pelo PMDB por votar pelo prosseguimento da denúncia por corrupção passiva contra o presidente Michel Temer no plenário da Câmara entraram com recurso nesta quarta-feira em que pedem a suspensão da punição imposta pelo partido. Celso Pansera (RJ), Laura Carneiro (RJ), Jarbas Vasconcelos (PE), Veneziano Vital do Rêgo (PB) e Vitor Valim (CE) assinam juntos o documento, que pede ao presidente da sigla, senador Romero Jucá (RR), para reconsiderar a decisão.

 

— A base é que não foi cumprido o estatuto do partido nem o regimento. Fizeram uma punição absurdamente arbitrária sem nos ouvir, pelo menos. E não passou pelo Conselho de Ética (do partido), não passou por nada. Então, fizemos o recurso, que tem efeito suspensivo (da punição). Vamos ver se suspendem ou não — disse ao GLOBO a deputada Laura Carneiro.

 

— Cabe ao presidente, senador Romero (Jucá), examinar. Primeiro é um pedido de reconsideração e, não reconsiderando, é um pedido de recurso. É assim que funciona tecnicamente — explicou ela, que disse que os deputados definiram o procedimento na última quinta-feira:

 

— Acertamos isso na quinta-feira passada. Ontem (terça-feira) colhemos as assinaturas e protocolamos hoje de manhã. Todos os cinco assinam juntos o pedido de reconsideração e, se não aceitaram, aí sim o recurso.

 

ENTENDA A RETALIAÇÃO

 

Segundo o comunicado da Executiva peemedebista, a punição consiste em suspender os parlamentares de suas funções partidárias por 60 dias. Ou seja, os deputados ficam proibidos de atuar em atividades da Executiva ou de diretórios do partido nos estados.

 

 

Ainda cabe ao líder da bancada peemedebista na Câmara, deputado Baleia Rossi (SP), a decisão de manter ou tirar os parlamentares das comissões que fazem parte. O sexto parlamentar retaliado foi Sérgio Zveiter, relator do primeiro parecer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara sobre a denúncia por corrupção passiva contra o presidente Michel Temer. Zveiter se posicionou a favor do prosseguimento da denúncia, o que deixou sua permanência na sigla insustentável. Ele não assina o documento, por já ter deixado a legenda.

 

Em recente entrevista o deputado federal paraibano, disse que ficou surpreso, mas não se arrepende da decisão.

 

– Fiquei surpreso porque acreditava que o partido repensasse a decisão quando antes da votação anunciou que puniria os deputados que voltasse contra. A gente se surpreende com essa notícia da punição. Eu não me arrependo um milímetro sequer da decisão que tomei – frisou.

 

 

Redação