O período de rematrícula nas escolas particulares teve início em setembro e vai até o final de outubro e os pais já se preocupam com o reajuste anual, que ainda não foi definido. A previsão é de que seja anunciada na segunda quinzena. No entanto, de acordo com o presidente do Sindicato das Escolas Particulares do Estado, Odésio Medeiros, o índice ficará acima da inflação - estimada pelo Banco Central em 3,08% -, porém bem acima desse percentual, se for mantida a média dos aumentos anunciados em outros estados, de até 10%.
 
O empresário justifica esse percentual de reajuste em função de despesas extras das escolas, como reajuste de salário de funcionários, reformas, segurança, entre outros. 
 
Não existe um índice determinado para os aumentos, mas o aumento deve estar de acordo com as despesas da escola, que também leva em conta a inadimplência, que está entre 30% e 35% dos mais de 100 mil alunos da rede particular do Estado (30 mil a 35 mil alunos com mensalidades em atraso). Apesar disto, Medeiros não acredita em uma migração para a rede estadual, pois afirma que os pais preferem cortar outros gastos para manter os filhos em uma escola privada, onde ele considera que o ensino é melhor e que há mais segurança e uma melhor disciplina.
 
Justificativas do aumento devem ser apresentadas
 
Segundo o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), os gastos que justificaram o aumento da mensalidade deverão ser demonstrados para os pais por meio de uma planilha de custos. “A lei prevê que o reajuste tem que ser vinculado a uma planilha de custos que seja previamente apresentado para os pais 45 dias antes do fim da matrícula, para que os pais possam avaliar a questão do preço, se está de acordo com o orçamento dele”, explica o advogado do Idec Igor Marchetti.
 
Entre os itens que podem ser levados em conta pelas escolas para o aumento da mensalidade, estão os aumentos nos custos com pessoal, encargos, custos com materiais, alugueis, além de melhorias pedagógicas.
 
 
 
 
Redação