Uma vacina experimental contra o câncer começou a ser testada em seres humanos, segundo um comunicado divulgado pela empresa de biotecnologia Moderna Therapeutics no dia 15.
 
O estudo, realizado pela própria empresa, funciona como um teste para saber se é seguro o uso da imunização em humanos. A “fase 1” da pesquisa, como está sendo chamada, também examina a tolerância e se o tratamento causa ou não uma resposta imune nos pacientes.
 
Para a criação da vacina, as células dos tumores de cada paciente são analisadas e a sequência genética é usada para identificar mutações particulares nas células. Essas alterações ajudam o sistema imunológico a distinguir quais células são cancerígenas e quais são saudáveis, permitindo que o próprio corpo lute contra a doença. 
 
As mutações são então transcritas em uma única peça de RNA mensageiro (mRNA), que é injetada no corpo na forma de uma vacina.
 
Isso, por sua vez, ajuda o sistema imunológico do indivíduo a identificar melhor as células cancerosas e destrui-las.
 
“Um medicamento individualizado destinado a ajudar o sistema imunológico de cada paciente a reconhecer melhor o câncer como estranho e a atacá-lo seria uma adição crítica ao arsenal de tratamentos oncológicos”, explicou Howard A. Burris, um dos principais pesquisadores da nova vacina, chamada mRNA-4157, no comunicado.

 

 

 

Redação