Em 14 de novembro de 2017, o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), procurou a imprensa e distribuiu releases para anunciar que teria assinado um decreto que reduziria em 20% o salário dele, em 10% o do vice-prefeito Enivaldo Ribeiro, e em 10% de quem tinha gratificação a partir de R$ 2 mil, no âmbito das administrações direta e indireta da prefeitura. A decisão entrou em vigor a partir do mês de novembro de 2017, em vigência por 180 dias. Porém, segundo demostram dados do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB), via o seu Sistema de Acompanhamento Eletrônico (Sagres), o prefeito e seus auxiliares Maria Elizabeth Alves Ludgério e sua secretária de Saúde Luiza Maria Marinho Pinto, mentiram ao povo de Campina. 

 

 

Segundo o prefeito, a medida teria o intuito de "evitar demissões em massa". O documento também determinava um maior controle nos gastos de custeio, a exemplo de diárias, horas extras, telefone, água, energia e outros. Porém, segundo demostram dados do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB), via o seu Sistema de Acompanhamento Eletrônico (Sagres), tanto no mês de outubro de 2017, como nos seguintes de novembro e dezembro, o salário do prefeito de Campina Grande permaneceu sem alterações, em exatos R$ 20.042,00.

 

 

Como ele assinou o decreto no dia 15 de novembro, como pode ser visto em matéria publicada inclusive no site da PMCG (https://goo.gl/gttxzZ), os seus vencimentos não sofreram redução de 20%. Segundo especialistas do direito, o prefeito, com esse ato, ofendeu a legalidade e moralidade pública, que são princípios constitucionais previstos no artigo 37 da Constituição Federal.

 

 

Outros auxiliares do prefeito que mentiram para o povo de Campina foram a irmã do deputado estadual licenciado  e atual chefe de gabinete do prefeitura de Campina Grande,  Manoel  Ludgério, Maria Elizabeth Alves Ludgério que em novembro de 2017 recebeu do Fundo Municipal de Saúde (FMS) a quantia de R$ 7.948,00 e em dezembro de 2017 obteve um aumento para R$ 10.836,00. A secretária de Saúde da prefeitura Luiza Maria Marinho Pinto, também obteve um generoso aumento de R$ 11.200,00, salário em tese médio dos secretários e em dezembro aumentou para R$ 22.400,00.

 

 

Gastos de Romero com apadrinhados em 2017 -   Através do Sagres do TCE-PB, a Prefeitura Municipal de Campina Grande (PMCG) atingiu em dezembro (último mês em que enviaram dados), a marca de 7393 servidores contratados sem concurso público, entre comissionados e contratados por “excepcional interesse público. Segundo esse levantamento, de janeiro de 2017 a dezembro de 2017, o prefeito Romero Rodrigues gastou com os servidores contratados sem concurso público, entre comissionados e contratados por “excepcional interesse público”, a bagatela de R$ 117.466.304,17 (Cento e dezessete milhões, quatrocentos e sessenta e seis mil, trezentos e quatro reais e dezessete centavos).

 

 

Desemprego em carteira assinada em alta em CG - Por outro lado, segundo o Caged, de janeiro a dezembro de 2017 foram abertas 18.313 vagas de emprego formais, contra 19.494 que foram fechadas, ocasionando saldo desfavorável de -1.181 postos de trabalho no setor produtivo da economia campinense.

 

 

Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas – CDL de Campina Grande, Artur Bolinha, as demissões diminuem o poder de compra do consumidor e, dessa forma, toda a cidade é, de alguma forma, afetada. “Campina Grande amarga números negativos na geração de empregos e isso muito nos preocupa, pois a economia da cidade deixa de ganhar quando alguém fica desempregado. Trata-se de um consumidor em potencial com o seu poder de compra afetado”, disse.

 

 

 

Parentes de Romero - Entre os contratados sem concurso na PMCG, com altos cargos, estão parentes do prefeito Romero: Betânia Ligia de Araújo, tia da primeira dama, esposa do gestor em questão, que exerce o cargo de provimento em comissão de Gerente da Vigilância Sanitária; Izabel Maria Veiga de Oliveira, irmã do gestor Romero Rodrigues Veiga, estando descrita em matérias da PMCG, ocupando o cargo de Coordenadora do Programa Mais Educação, junto à Secretaria de Educação do município; a Sra. Giovanna Karla Barros Fernandes do Carmo, identificada como cunhada do gestor, que exerce o cargo de Assessora Política, cargo em provimento de comissão, lotada no Gabinete do Prefeito; e Carine Moura, irmã da primeira dama do município, Micheline Rodrigues, ocupando o cargo de Gerente de Abastecimento Farmacêutico da Secretaria de Saúde. Romero responde atualmente, junto à Justiça Eleitoral, a um processo por prática de Nepotismo, devido a essas nomeações de familiares.

 

 

Os mais novos detectados como amigos e familiares da família Cunha Lima na PMCG, ganhando renumerações altíssimas, são o ex-prefeito de Areia, Elson Cunha Lima; sua esposa, Silvia Farias Cunha Lima; Jaime Rodrigues de Melo Filho, primo de Romero; o tio da esposa de Romero, de nome Carlos Celestino; e a prima de Romero, Socorro Menezes.

 

 

Jornalismo PB